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O Douro entra em Portugal depois de sair da Sierra de Urbión em Soria, Espanha. O rio vem depois acabar a sua viagem, no Atlântico, na Foz. O Douro é o terceiro maior rio da Península Ibérica (tem 850 quilómetros), engloba outros rios, como o Sabor, Tua ou o Távora, e serve como principal fonte de irrigação das uvas com as quais se produz o vinho. As vinhas são cultivadas em quintas que foram implantadas cortando socalcos às margens íngremes do rio. O produto das vindimas desce depois o rio até Vila Nova de Gaia onde é destilado o vinho do Porto.

Antes de chegar ao Oceano Atlântico, o Rio Douro passa por diversas cidades e, ao longo do rumo que toma, ergueram-se muitas zonas classificadas como Património Mundial, como é o caso de Vila Nova de Foz Côa, onde se encontra o maior museu ao ar livre de arte rupestre, o Alto Douro Vinhateiro e, finalmente, o Centro Histórico do Porto.

Em todo o seu trajecto, os terrenos são férteis, porque são regados pelas águas deste rio, e não podemos esquecer que o Homem passou e fixou-se nestas áreas devido a estas águas, onde podia pescar para comer ou regar as terras que cultivou. Por tudo isto, o Rio Douro é mais do que uma paisagem ou um meio navegável, é história e marca de um povo.

Há muitas lendas que tentam explicar o nome deste rio. Uma delas diz que, pelas encostas acentuadas rolavam até ao rio umas pedras brilhantes, que descobriram ser de ouro (Douro: de + ouro). Outra aponta que o nome poderá vir da palavra celta ‘dur’, que significa água, mas ainda existe outra que tenta explicar o nome do rio com a palavra em latim ‘duris’, que significa ‘duro’ e que poderia ser uma associação à dureza das paisagens que se envolvem ao longo do Rio Douro.

Quando chega ao Porto, o rio passa debaixo de seis pontes antes de chegar ao mar. As pontes são, de oeste para leste, a Ponte da Arrábida, que outrora tinha o mais largo tabuleiro em betão do mundo, a Ponte D. Luís I, a mais proeminente ponte da cidade com um tabuleiro inferior para passarem os peões para Vila Nova de Gaia. Depois vem a Ponte do Infante (com o maior arco em betão do planeta), a Ponte Dona Maria Pia (desenhada por Gustave Eiffel, que ouvimos dizer que construiu uma torre que é famosa noutra cidade europeia), que foi usada por comboios, seguida da Ponte de São João. A última ponte do Porto é a Ponte do Freixo.

No Verão há crianças que saltam do tabuleiro inferior da Ponte de D. Luís I para o rio, certificando-se que não acertam nos barcos que passam no rio debaixo deles.

A melhor maneira de ver o Douro é fazer um cruzeiro às seis pontes. Pode apanhar um barco na Ribeira ou em Vila Nova de Gaia. O cruzeiro dura apenas uma hora. Também poderá optar fazer uma viagem mais longa, subindo o rio em direcção à terra das vinhas.